đŸ€SapatĂȘnis e coturnos se alinham: Partido Novo abraça ultradireita sem receios

COMP.

A novidade jå era! Partido Novo assume abertamente relação com a ultradireita, deixando de lado a måscara de moderninho. A saída de Amoedo e a chegada de Leandro Narloch evidenciam essa nova face.

JoĂŁo Amoedo, Ă© um polĂ­tico, banqueiro, engenheiro, administrador de empresas brasileiro e um dos fundadores do Partido Novo.

Em 2016, o Partido Novo surgiu com a promessa de ser um sopro de ar fresco na política brasileira. No entanto, desde o início, muitos observadores jå desconfiavam que se tratava apenas de um lobo com pele de cordeiro. Fundado por pessoas poderosas do mercado financeiro, sua agenda ultraliberal e açÔes questionåveis mostram que a novidade acabou e sua verdadeira natureza foi revelada.

Com o passar do tempo, o partido se aproximou cada vez mais do bolsonarismo e abandonou a ideia de ser “diferente” ou “moderno”. Amoedo, o principal fundador, percebeu que seu precioso sapatĂȘnis estava sujo de lama e decidiu sair do partido, tentando salvar sua biografia.

Leandro Narloch

Mas isso nĂŁo impediu que o partido continuasse a abraçar a ultradireita e mostrar sua verdadeira face. A chegada de Leandro Narloch, conhecido por suas polĂȘmicas e posicionamentos reacionĂĄrios, Ă© mais uma prova disso. O bom e velho Partido Novo revela-se como a velha polĂ­tica com roupa nova.

O Partido Novo tem adotado uma postura cada vez mais ultraliberal, defendendo medidas como a privatização de empresas estatais, a desregulamentação do mercado e a redução dos impostos. Isso reflete a crença de que uma menor intervenção do Estado na economia pode impulsionar o crescimento e a geração de empregos. No entanto, tal abordagem tambĂ©m favorece uma maior concentração de riqueza nas mĂŁos de poucos e pode prejudicar a população mais vulnerĂĄvel, que depende de polĂ­ticas pĂșblicas e programas sociais.

Outro sinal do ultraliberalismo do Partido Novo Ă© a ĂȘnfase na meritocracia, promovendo a ideia de que o sucesso individual depende apenas do esforço e do talento de cada um. Embora essa noção possa parecer atraente Ă  primeira vista, ignora as desigualdades sociais e econĂŽmicas que limitam as oportunidades para muitos brasileiros. AlĂ©m disso, ao priorizar a iniciativa privada, o partido pode desconsiderar a importĂąncia de investimentos pĂșblicos em ĂĄreas cruciais, como saĂșde, educação e infraestrutura.

O alinhamento com a ultradireita tambĂ©m se reflete no posicionamento do partido em questĂ”es de direitos humanos e polĂ­ticas sociais. Muitos membros do Partido Novo tĂȘm adotado posturas conservadoras, opondo-se a medidas progressistas como a legalização do aborto, o casamento igualitĂĄrio e a descriminalização das drogas. Essa postura reacionĂĄria reforça a ideia de que o partido se afasta de uma agenda moderna e inclusiva, aproximando-se cada vez mais das pautas defendidas pela ultradireita brasileira.

E assim, o Partido Novo revela que, escondido atrĂĄs da camisa polo bem passada, hĂĄ um sapatĂȘnis atolado na ultradireita, exalando aquele odor desagradĂĄvel que todos nĂłs jĂĄ conhecemos. Pisaram na merd@.


NOTA DO AUTOR: Recomendo a leitura da matéria do João Filho no The Intercept que foi a fonte de inspiração do meu texto.

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